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terça-feira, 29 de setembro de 2020

TRANSTORNO DE ESPECTRO AUTISTA (TEA)



Um dos principais problemas enfrentados na escolarização de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) é o fato de que muitas delas experimentam dificuldade para estabelecer uma relação socializada com os outros. Nesse sentido, mais do que a chance de aprender, a escola oferece a crianças com autismo uma certidão de pertinência ao proporcionar-lhes o lugar de “estudantes”. Com a inclusão, aposta-se no poder das diferentes produções discursivas presentes no ambiente escolar de delinear, assegurar e sustentar o lugar social de aluno.


O autismo, cujo nome técnico oficial é Transtorno do Espetro Autista (TEA), é um transtorno de desenvolvimento caracterizado pela dificuldade de comunicação e interação social, e por comportamentos repetitivos e/ou restritos. Os sintomas aparecem logo nos primeiros anos de vida. O TEA não tem cura, no entanto, a realização de terapias auxilia no desenvolvimento do indivíduo. As causas desse transtorno ainda são incertas, entretanto, acredita-se que estejam ligadas a fatores genéticos e ambientais. O indivíduo no espectro é considerado, por lei, como deficiente, assim, tem seus direitos.

O que é o Transtorno do Espectro Autista?

O TEA é um transtorno do desenvolvimento neurológico que se carateriza, principalmente, pelo comprometimento da habilidade de comunicação e interação social, assim como por comportamentos estereotipados e interesses repetitivos e/ou restritos.

garantidos. No dia 2 de abril, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.


Uma das principais características do autismo é a dificuldade de interação social.

Embora, como mencionado, essas sejam as principais, as características apresentadas por esses indivíduos são diversas, por isso o nome “espectro” e o símbolo do transtorno ser um quebra-cabeças, devido a sua complexidade e diversidade.

O TEA tem uma prevalência em indivíduos do sexo masculino. Os seus sintomas, que podem variar de leves a severos, surgem desde os primeiros anos de vida. Os indivíduos no espectro podem ter vida independente, entretanto, em alguns casos, podem ser dependentes por toda a vida para a realização das atividades do dia a dia.
Causas do Transtorno do Espectro Autista

Acredita-se que as principais causas do TEA são fatores genéticos e ambientais. Sendo que a hereditariedade é a responsável por cerca de 81% dos casos. Dentre os fatores ambientais, destaca-se que o uso de determinados medicamentos durante a gestação e a idade avançada do pai sejam fatores que influenciem no desenvolvimento do transtorno.

É importante destacar que, durante a gestação, só devem ser utilizados medicamentos prescritos pelo médico responsável.

Sinais e sintomas do Transtorno do Espectro Autista

Sinais e sintomas do TEA surgem logo nos primeiros anos de vida e devem ser relatados ao médico que faz o acompanhamento da criança. É importante destacar que muitos adultos estão no espectro, mas nunca foram diagnosticados. A seguir, listamos alguns desses sinais que devem servir de alerta:


Não manter contato visual por muito tempo;


Não atender quando chamado pelo nome;


Não se interessar por outras pessoas;


Apresentar pouca ou nenhuma verbalização;


Repetir frases ou palavras sem a devida função (ecolalia);


Incômodo incomum com sons altos;


Interesse restrito ou hiperfoco;


Não apontar e não olhar quando apontamos algo;


Ser muito preso a rotinas;


Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;


Alinhar objetos;


Não brincar com brinquedos de forma convencional;


Girar objetos sem uma função aparente;


Quando criança, não imitar e nem brincar de “faz de conta”.

É importante destacar que cerca de um terço das pessoas que apresentam o transtorno não desenvolverá a fala. Além disso, um terço delas também apresenta algum nível de deficiência intelectual.É importante destacar ainda que alguns indivíduos são extremamente inteligentes, sendo insuperáveis em suas áreas de conhecimento.


O indivíduo portador do TEA pode apresentar uma sensibilidade incomum a sons altos.

Diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista

O diagnóstico do TEA segue critérios internacionais e é realizado de forma essencialmente clínica. Por meio de um teste de triagem, busca-se avaliar os sinais apresentados pelo indivíduo, sendo que alguns exames complementares também poderão ser solicitados nesse processo.

Tratamento do Transtorno do Espectro Autista

O TEA não tem cura, no entanto, a realização de terapias é essencial para o melhor desenvolvimento do indivíduo, e essas intervenções devem ser iniciadas antes mesmo de um diagnóstico completamente fechado. O tratamento é interdisciplinar e envolve diversos profissionais. Dentre as terapias a serem realizadas, podemos destacar a psicoterapia, a fonoterapia e a terapia ocupacional.

Em alguns casos em que o indivíduo apresenta, por exemplo, auto agressividade, irritabilidade, hiperatividade, insônia, entre outros sintomas, pode ser necessária a administração de medicamentos, os quais serão indicados pelo médico responsável.
Classificação do Transtorno do Espectro Autista

Até recentemente, o autismo era classificado entre os Transtornos Globais do Desenvolvimento.Em 2013, surgiu o termo Transtorno do Espectro Autista, segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais.

Em 2018, a nova versão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde uniu os diagnósticos de Transtornos Globais de Desenvolvimento em Transtornos do Espectro Autista. 

A nova classificação está assim apresentada:

Transtorno do Espectro do Autismo com deficiência intelectual (DI) e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;


Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com linguagem funcional prejudicada;

Transtorno do Espectro do Autismo sem deficiência intelectual (DI) e com ausência de linguagem funcional;

Outro Transtorno do Espectro do Autismo especificado;

Transtorno do Espectro do Autismo, não especificado.

O Transtorno do Espectro Autista e a legislação

A Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012,institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. É importante destacar que o indivíduo no espectro é considerado deficiente para todos os efeitos legais e, assim, tem seus direitos assegurados.

A Lei nº 12.764 aponta, em seu artigo 3º, os direitos da pessoa no espectro autista. São eles:
I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer;
II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração;
III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo:
a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;
b) o atendimento multiprofissional;
c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;
d) os medicamentos;
e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento;
IV - o acesso:
a) à educação e ao ensino profissionalizante;
b) à moradia, inclusive à residência protegida;
c) ao mercado de trabalho;
d) à previdência social e à assistência social.
Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º , terá direito a acompanhante especializado.

Em 8 de janeiro de 2020, foi sancionada a Lei nº 13.977, também conhecida como “Lei Romeo Mion”, em homenagem a Romeo Mion, que está no espectro e é filho do apresentador brasileiro e ativista da causa TEA, Marcos Mion.

Um dos principais pontos dessa lei é a criação da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea).Segundo seu texto, essa carteira busca “garantir atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social”.

Essa lei também informa que os estabelecimentos públicos e privados poderão utilizar a fita quebra-cabeça, símbolo mundial da conscientização do TEA, a fim de identificar a prioridade devida às pessoas com transtorno do espectro autista, o que, muitas vezes, é algo ignorado por eles.

Espectro Autista



A fita quebra-cabeças é o símbolo mundial de conscientização do Transtorno do Espectro Autista.

Dia Mundial de Conscientização do Autismo

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado anualmente, desde 2007, no 2 de abril. Essa data tem como objetivo levar informação à população a respeito do TEA e, assim, diminuir o preconceito e a discriminação contra os indivíduos que apresentam o transtorno.

Nesse dia são realizadas diversas atividades em todo o mundosobre determinados temas relacionados ao transtorno. No ano de 2019, por exemplo, o tema trabalhado foi “Tecnologias assistivas, participação ativa”, o qual se dedicou à importância do uso das tecnologias para os indivíduos no espectro.

Em 2020, no Brasil, o tema trabalhado será “Respeito para todo o espectro”, uma forma de mostrar as diferentes manifestações do autismo. Nesse dia, as pessoas deverão utilizar a hashtag #RESPECTRO em suas redes sociais para celebrar a data.

Além dos temas trabalhados, como forma de celebrar a data e chamar a atenção das pessoas para o TEA, muitos prédios públicos, bem como os principais pontos turísticos em todo o mundo, são iluminados com a cor azul. Para saber mais sobre essa importante data, acesse: 2 de abril - Dia Mundial da Conscientização do Autismo



Referências:
https://www.revistaautismo.com.br/o-que-e-autismo/



























HIPERATIVIDADE, DISLEXIA, TDA E TDAH: QUAIS AS DIFERENÇAS?


Hiperatividade, déficit de atenção, TDAH e dislexia têm tratamento e um bom diagnóstico faz toda a diferença na vida do portador.


São diferentes nomenclaturas e siglas. Apesar da proximidade entre elas, a hiperatividade, a dislexia e o transtorno de atenção podem atrapalhar a vida e a inserção social de crianças, adolescentes e adultos por um longuíssimo tempo até o diagnóstico preciso.

A boa notícia é que nada disso é doença e, embora sejam distúrbios crônicos, todos têm tratamento. Acredite: é perfeitamente possível que os portadores tenham uma vida feliz, realizada e bem sucedida. São pessoas capazes, diferentes apenas nos mecanismos cerebrais.

A importância da Psicoterapia

Independente da idade, a psicoterapia é fundamental para ajudar o indivíduo a conviver com o problema. Fortalecer sua autoestima e se encontrar. Seja para você, para um filho ou alguma pessoa próxima, vale anotar as características de cada distúrbio e procurar auxílio profissional para um tratamento.

“Alguns casos requerem medicações, outros não. Quando aplicada desnecessariamente ou na dose incorreta, a medicação pode causar problemas, deixar a criança mole. Já quando ministrada do jeito certo, abre um novo mundo para a criança”, alerta a especialista. “O importante é fazer uma análise criteriosa. Sem tratamento e sem apoio da família, da escola e do meio social, o indivíduo pode sentir-se excluído, ter seu potencial subaproveitado ou procurar uma fuga nas drogas ou na delinquência”.

Hiperatividade

Maneira de falar com a criança hiperativa reduz a euforia;

Hiperatividade motora:
frequentemente confundida com as características de uma criança levada, mas a diferença é que ela realmente não para quieta em nenhum momento e tem muito mais “pilha” do que as outras crianças levadas. É agitada demais. Algumas podem ter até dificuldade de dormir.

Hiperatividade cerebral: caracterizada pela extrema agitação mental, falta de concentração e impossibilidade de focar-se em uma coisa só.

Dicas para lidar crianças Hiperativas

Embora o tratamento com um profissional seja bastante eficaz, o convívio com uma criança hiperativa ainda pode ser algo custoso. Confira agora algumas dicas para amenizar a situação e promover uma boa convivência com o transtorno:

1. Imposição de limites

Devido à grande inquietude de crianças hiperativas, há uma tendência de que elas sejam intolerantes a regras. Portanto, cabe aos pais impor limites desde cedo e, a partir de recompensas e punições, demonstrar a importância do respeito às regras.

2. Incentivo à organização

Como já citado, um dos grandes problemas de crianças com TDAH é a manutenção de disciplina, principalmente nas atividades escolares. Assim, é essencial que haja um estímulo à organização de todas as tarefas.

É possível obter grandes ganhos a partir da utilização de cronogramas e agendas — tudo que estimule a manutenção de uma rotina produtiva na vida da criança.

3. Paciência e compreensão

Embora muitas vezes seja fácil perder a cabeça diante das atitudes de uma criança hiperativa, a repreensão nem sempre é o melhor caminho. É necessário compreender e tentar lidar da maneira mais bem-humorada possível, pois nem sempre a criança tem consciência de que está fazendo algo errado.

4. Evite comparações

É comum que muitos pais utilizem comparações a fim de despertar mudanças de comportamento nos filhos.

Entretanto, no caso de crianças hiperativas, essa comparação pode não ser nada saudável, uma vez que algumas atividades apresentam maior grau de dificuldade para indivíduos com TDAH do que para os que não possuem o transtorno. Assim, é conveniente não utilizar esse artifício em virtude do risco do desenvolvimento de sérios problemas de autoestima na criança.

5. Estimule a prática de atividades físicas

A prática de exercícios físicos é muito benéfica para crianças hiperativas. Além do gasto energético de atividades intensas contribuir para amenizar sintomas como a inquietude, algumas dessas atividades podem estimular bastante o desenvolvimento de disciplina, como no caso das artes marciais, por exemplo.

TDA E TDAH

 Proporcionar ao aluno portador de TDAH, condições favoráveis ao seu pleno desenvolvimento.


De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).

O Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) apresenta um diagnóstico possível quando a criança mostra comportamentos excessivamente dispersos, principalmente no desempenho escolar.

Se seu(sua) filho(a) é aéreo demais, daqueles que ficam “viajando” o tempo todo, vale observar com mais cuidado. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ocorre quando, além da falta de atenção, o indivíduo apresenta comportamento hiperativo.

Este conjunto de dicas para educadores e parentes de crianças com TDAH, tem objetivo de otimizar o aprendizado, bem como proporcionar ao aluno portador de TDAH, condições favoráveis ao seu pleno desenvolvimento.

É fundamental lembrar-se, no entanto, que com ou sem TDAH, cada aluno é único e tem necessidades distintas, assim, nem todos os itens serão necessários para todos os alunos.

É a dedicação do educador, a proximidade dele com cada aluno, que revelará quais e quantas destas dicas trarão o benefício esperado. 

Ajustes e Adaptações Básicas

As configurações a seguir são essenciais para ajudar as crianças com TDAH na sala de aula:

  1.  Reduzir as tarefas, torná-las mais curtas ou dividi-las em partes, etapas.

  2.  Reduzir as tarefas escritas e de copiar.

  3.  Facilitar alternativas distintas de avaliação: oral, com projetos especiais.

  4.  Utilizar suportes complementares na classe como gravadores, calculadoras, computadores, papel carbono, etc.

  5.  Pôr notas das datas em que devem ser entregues as tarefas e trabalhos.

  6.  Complementar, reforçar instruções verbais com informação visual.

  7.  Dar cópias das notas básicas dos capítulos.

  8.  Modificar, simplificar o texto do livro de exercícios.

  9.  Ter em casa uma cópia do texto da escola.

Ajustes e intervenções específicas

No ambiente

  1. Sentar-se na frente, perto do professor.

  2. Sentá-lo longe das distrações.

  3. Limitar as distrações visuais.

  4. Reduzir o nível de ruído quando necessária concentração.

  5. Fazer cartazes e guias para referência do aluno.

Organização

  1. Escrever as tarefas no quadro e explicá-las oralmente.

  2. Usar e seguir o calendário diariamente.

  3. Clarificar as tarefas no final do dia.

  4. Conferir com o professor ou parentes os materiais necessários para levar para casa.

  5. Dar-lhe materiais prontos para arquivar na pasta

  6. Ter pastas, cadernos, etc.,com divisões e cores diferentes.

  7. Ajudar a organizar a mesa e materiais.

  8. Codificar os textos e livros por cor.

  9. Colar uma lista na mesa de: “Coisas por fazer”.

  10. Dividir tarefas longas.

  11. Limitar a quantidade de materiais sobre a mesa da criança.

Comunicação e trabalho em equipe 

  1. As comunicações diárias ou semanais devem ser assinadas pelos pais com gráficos e guias especiais que indiquem o comportamento e se os trabalhos estão completos.

  2. Comunicação telefônica frequente com os pais (Lembre-se de compartilhar as conquistas positivas e as preocupações).

  3. Encontros mais frequentes com os pais para construir uma equipe de trabalho com e para a criança.

  4. Compartilhar com outro professor suas conquistas, atividades, disciplina, trabalho em equipe.

  5. Fazer com que o aluno saiba que estamos interessados em ajudá-lo, dialogar sobre as suas necessidades e incentivar a comunicação aberta.

 Gestão em sala de aula

  1. Aumentar a estrutura e o monitoramento dos comportamentos concretos.

  2. Definir com clareza as expectativas e as consequências (Verifique-as frequentemente).

  3. Ter proximidade física com o aluno, contato visual permanente.

  4. Ensinar apenas quando haja silêncio e todos estejam atentos.

  5. Elogiar comportamentos positivos.

  6. Utilizar cartas de progresso, contratos para melhorar o comportamento.

  7. Facilitar oportunidades de movimento e descansos frequentes.

  8. Dar apoio extra durante as transições e mudanças do dia.

  9. Permitir que o estudante participe da seleção das consequências e dos prêmios.

  10. Utilizar períodos de reforço curtos com avaliação constante.

 Ensino e avaliação

  1. Dar tempo extra para processar informações (falar mais lentamente e dar mais “tempo para que o aluno pense e responda”).

  2. Aumentar a quantidade de exemplos, modelos, demonstrações e prática dirigida.

  3. Dar muitas oportunidades para trabalhar com companheiros ou em grupo pequeno.

  4. Oferecer oportunidades para verbalizar na aula, para expressar-se sem temor em um clima seguro sem temer o ridículo.

  5. Analisar o progresso e reforçá-lo: tarefas, trabalho em classe, etc.

  6. Utilizar técnicas multi - sensoriais

  7. Propor projetos que permitam a criatividade e expressão.

  8. Permitir o uso de computadores, calculadoras, etc.

  9. Ajustar-se às dificuldades envolvidas nos trabalhos escritos por meio de:
     a.      Mais tempo disponível para completar.
     b.      Respostas orais.
     c.      Ditar as respostas, para que alguém as copie.
     d.      Permitir que os pais assinem o trabalho depois de algum tempo.

  10. Repetir as instruções dadas.

  11. Destacar os pontos importantes do texto.

  12. Facilitar-lhe com diagramas e resumos da lição.

  13. Dar-lhe gravações com a leitura do texto.

  14. Usar técnicas de perguntas variadas para dar mais oportunidades de resposta.

  15. Fornecer guias simples, organizados, breves.

Dislexia

[Dica de Filme] “Como estrelas na Terra” fala sobre a Dislexia

O disléxico tem a cognição preservada e muitas vezes acima da média. Genética e hereditária, a dislexia caracteriza-se pela dificuldade de aprendizagem para ler e escrever. Em diferentes graus, os portadores não conseguem associar os fonemas às letras. A dificuldade similar nas ciências exatas, chamada discalculia, provoca transtornos similares em relação aos números e operações matemáticas.

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, pode manifestar-se em pessoas com inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta.

5 dicas para ajudar um aluno com dislexia:

1. Dê uma instrução de cada vez.
2. Fale de maneira simples e clara.
3. Permita que os alunos tenham tempo para pensar.
4. Use estratégias multi sensoriais.
5. Reconheça as forças de seus alunos e incentive a auto-estima deles.

Dicas de atividades para crianças com Dislexia

Diante desse cenário, nada melhor que se empenhar para apresentar aos pequenos o mundo de possibilidades que os cercam. Para isso, as atividades voltadas para esse público podem ser uma das alternativas mais eficazes para auxiliá-los na vida escolar, junto com o acompanhamento de um profissional.

Mas que atividades são essas? Como colocar em prática? O que fazer? Elas ajudam o desenvolvimento da criança? Enfim, vocês terão a oportunidade de ficar por dentro de alguns detalhes importantes na hora de lidar e oferecer exercícios/atividades que fazem toda a diferença à criança.

Escolhendo as atividades

É preciso estar atento ao que será proposto ao pequeno, mas para que isso aconteça de fato, nada melhor que conhecer o gosto da criança. Há aquelas que são mais ligadas aos jogos eletrônicos e outras mais ligadas à música, por exemplo. De qualquer forma, sempre haverá a alternativa ideal para cada um.

– Aulas cantadas

Já é do conhecimento geral que a música é uma importante aliada no tratamento de vários males. Afinal, ela é responsável pelo desbloqueio do sistema nervoso, pela atuação no sistema cardiopulmonar, entre outras áreas do organismo.

De acordo com estudos, a ligação entre a dislexia e a música está no seguinte fato: existe uma transferência de habilidades presentes no ritmo cerebral, que contribui para a capacidade de diferenciar sons. Com isso, a criança pode passar a ler corretamente, de acordo com os fonemas captados pelo pequeno.

As aulas cantadas são importantes por conta disso. No entanto, é importante que haja acompanhamento com fonoaudiólogos para que o resultado seja ainda mais satisfatório. O trabalho com os fonemas é necessário e o papel do profissional está aí para trabalhar essa competência.

– Jogos eletrônicos

A utilização de jogos eletrônicos como alternativa para diminuir os efeitos da dislexia também é uma ótima ideia. Os games são responsáveis por proporcionar mais atenção aos pequenos.

Uma pesquisa divulgada no jornal Current Biology mostrou que os jogos de ação induziram as crianças a terem tanto a velocidade quanto o tempo de reação mais aprimorados, o que possibilitou melhoria na leitura.

Claro que no ambiente escolar é preciso dosar a intensidade dos jogos. No entanto, como complemento às atividades pedagógicas, os games podem ser grandes aliados.

– Atividades escolares em dispositivos eletrônicos

Muitas escolas utilizam dispositivos eletrônicos para transmitir algum conteúdo complementar. Neste caso, não se trata de jogos, mas realmente conteúdo pragmático e que pertence à grade curricular da criança.

Os tablets, por exemplo, são muito usados para essa finalidade. Eles contam com muitas atividades que proporcionam o conhecimento da criança. É sempre válido ressaltar que o acompanhamento do educador deve ser frequente.

– Caça-palavras, forca e palavra-cruzada

As atividades que fizeram parte de nossa infância ainda continuam especiais. Caça-palavras, forca e palavra-cruzada permanecem eficazes para se trabalhar a habilidade das crianças e ajudá-las a diminuir os efeitos da dislexia em sua vida.

Tratamento que exige paciência

O tratamento para em casos de dislexia é algo que deve ser levado como um trabalho que exige paciência, pois é gradativo. Mesmo que ainda hoje não exista uma cura para o transtorno, é verdade que as intervenções são excelentes para o desenvolvimento das crianças.


Referências:
https://www.vittude.com/blog/hiperatividade-dislexia
https://blog.psicologiaviva.com.br/hiperatividade-agitacao/
http://www.espacoaprendercpp.com.br/sem-categoria/dicas-de-atividades-para-criancas-com-dislexia/
https://tdah.org.br/ajustes-adaptacoes-e-intervencoes-basicas-para-alunos-com-tdah/












segunda-feira, 28 de setembro de 2020

PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS

 

Os problemas de aprendizagem atingem a 1 de cada 10 crianças em idade escolar.

Os problemas de aprendizagem podem ser detectados em crianças a partir dos 5 anos de idade e constituem uma grande preocupação para muitos pais, já que afetam o rendimento escolar e as relações interpessoais dos seus filhos.

Uma criança com problemas de aprendizagem, pode ter um nível normal de inteligência , de acuidade visual e auditiva. É uma criança que se esforça em seguir as instruções, em concentrar-se, e portar-se bem em sua casa e na escola. Sua dificuldade está em captar, processar e dominar as tarefas e informações, e logo a desenvolvê-las posteriormente. A criança com esse problema não pode fazer o que outros com o mesmo nível de inteligência podem conseguir.

A criança com problemas específicos de aprendizagem tem padrões pouco usuais em perceber as coisas no ambiente externo. Seus padrões neurológicos são diferentes das outras crianças da mesma idade. No entanto, têm em comum algum tipo de fracasso na escola ou em sua comunidade.

Não é nada difícil detectar quando uma criança está tendo problemas para processar as informações e a formação que recebe. Os pais devem estar atentos e conscientes dos sinais mais frequentes que indicam a presença de um problema de aprendizagem, quando a criança: 

- Apresenta dificuldade para entender e seguir tarefas e instruções. 

- Apresenta dificuldade para relembrar o que alguém acaba de dizer. 

- Não domina as destrezas básicas de leitura, soletração, escrita e/ou matemática, pelo que fracassa no trabalho escolar. 

- Apresenta dificuldade para distinguir entre a direita e a esquerda, para identificar palavras, etc. Sua tendência é escrever as letras, palavras ou números ao contrário.

- Falta-lhe coordenação ao caminhar, fazer esportes ou completar atividades simples, tais como apontar um lápis ou amarrar o cordão do sapato.

- Apresenta facilidade para perder ou extraviar seu material escolar, como os livros e outros artigos.

- Tem dificuldade para entender o conceito de tempo, confundindo o 'ontem', com o 'hoje' e/ou 'amanhã'.

- Manifesta irritação ou excitação com facilidade. 

Características dos problemas de aprendizagem

As crianças que têm problemas de aprendizagem, com frequência apresentam, segundo a lista obtida do “When Learning is a Problem/LDA (Learning Disabilities Association of America)”, características e/ou deficiências em:

1- Problemas de Leitura (visão)

- A criança se aproxima muito do livro;

- diz palavras em voz alta;

- assina, substitui, omite e inverte as palavras;

- vê duplicado, pula e lê a mesma linha duas vezes;

- não lê com fluidez;

- tem pouca compreensão na leitura oral;

- omite consoantes finais na leitura oral;

- pestaneja em excesso;

- fica vesgo ao ler;

- tende a esfregar os olhos e queixar-se de que coçam;

- apresentam problemas de limitação visual, soletração pobre, entre outras. 

2- Escrita

- A criança inverte e troca letras maiúsculas;

- não deixa espaço entre palavras e não escreve em cima das linhas;

- pega o lápis desajeitado e não tem definido se é destro ou canhoto;

- move e coloca o papel de maneira incorreta;

- trata de escrever com o dedo;

- tem o pensamento pouco organizado e uma postura pobre, etc.

3- Auditivo e verbal

- A criança apresenta apatia, resfriado, alergia e/ou asma com frequência;

- pronuncia mal as palavras;

- respira pela boca, queixa-se de problemas do ouvido;

- sente-se enjoado;

- fica branco quando lhe falam;

- depende de outros visualmente e observa o professor de perto;

- não pode seguir mais de uma instrução por vez;

- põe a televisão e o rádio em volume muito alto, etc. 

4- Matemáticas

- O aluno inverte os números;

- tem dificuldade para saber a hora;

- pobre compreensão e memória dos números;

- não responde a dados matemáticos, etc.

5- Social / Emocional

- Criança hiperativa, com baixa auto-estima e atenção. 



Referências:
https://br.guiainfantil.com/aprendizagem/101-problemas-de-aprendizagem-das-criancas.html